A Procuradora Incorruptível

Iremos dedicar este post para falar da “Super Procuradora”, a “Incorruptível”, a “Imparável”, entre outros tantos nomes que fariam inveja à Daenarys Targaryen, a Procuradora Maria José Morgado. 

Nascida em Angola, filha de pais transmontanos e formada em direito pela Universidade de Lisboa. Cedo enveredou pela política, onde terá conhecido o seu marido, o incrível Saldanha Sanches, especialista em Direito Fiscal. Cedo ambos se opuseram ao Salazarismo, chegando ao 25de Abril nas fileiras do MRPP, tendo acabado por se afastarem do partido, pós 1975. 

Maria José Morgado dedicou-se à carreira e entrou para o Ministério Público em 1979. Viria a assumir o comando DCICCEF(Direcção Central Investigação à Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira) através de ligações à Polícia Judiciária e mais tarde nomeada Procuradora Geral do Tribunal da Relação de Lisboa. Assumiu vários casos mediáticos, sempre como procuradora principal. Iremos concentrar-nos só num, o Apito Dourado. 

Precisamos de dar mais uns pontos de situação antes de prosseguir com o Apito Dourado e estabelecer relações e associações. Como já referimos, MJM era casada com Saldanha Sanches(faleceu em 2010). Entre muitos trabalhos e amizades, Saldanha Sanches era amigo de LFV e prestava serviços para as suas empresas e para o Benfica, algo que aqui poderia indicar um pedido de nojo por parte da MJM. 

Segundo nos foi informado por alguém, por sinal benfiquista, pré apito-dourado, havia em casa de Saldanha Sanches, muitas reuniões entre figuras conhecidas, MJM, Saldanha Sanches, LFV, Leonor Pinhão(ghost writer backup e por sinal ex-conjuge de João Botelho), Carolina Salgado, a ghost writer original(não nos lembramos do nome) e um dos inspectores da PJ que integrou a equipa especial do processo Apito Dourado e por mera obra do acaso, também é um dos doze(12!) que integrou a comissão de honra da candidatura do Luis Filipe Vieira. No mínimo curioso e oportuno.  

Infelizmente não conseguimos validar a veracidade do que nos foi referido, pelo adepto benfiquista, no que toca às reuniões pré-processo do Apito Dourado, mas decidimos pôr a informação a circular, para ver se nos chega a verdade, que apesar de tudo é o que mais desejamos para o futebol nacional, Verdade, Honestidade e Transparência. 
 

Voltando ao Apito Dourado, como muitos sabem, foram recolhidas cerca de 15 mil escutas, mas só se falou e investigaram cerca de 6000 escutas. Chegou a haver transcrições feitas pela PJ das escutas de LFV, que fazia exatamente o mesmo, que tanto foi criticado a Pinto da Costa, Valentim Loureiro e a outros dirigentes.  Misteriosamente, essas 9000 escutas em falta, desapareceram e nunca mais ninguém falou delas, sendo inclusivamente alegado Segredo de Justiça. Ora, se havia Segredo de Justiça.. e alguém que possuía as escutas, a passou a outro alguém, que as colocou na BTV e posteriormente no Youtube, isto não seria merecedor de um processo crime grave? Nada aconteceu.  

Deixamos no ar: Quem do Benfica tinha contatos com pessoas importantes do processo Apito Dourado? 

Tudo isto nos dá um pequeno cheiro da forma como possivelmente todo o processo Apito Dourado terá sido criado e conduzido. Mas, se achávamos que isto ficava por aqui, não, obviamente que não fica. Se calhar muitos não se lembram, mas a poucos dias de ser ouvida, a Carolina Salgado, consegue despistar-se ao volante de um BMW X5, na ponte da Arrábida que liga Gaia e Porto.  

   Foi a sua escolta que a levou ao Hospital e não a PSP, como acontecia habitualmente nestes casos. Por esse motivo, não fez o teste do balão, nem lhe foi colhido sangue para análise (álcool e abuso de drogas) como era habitual, quando os acidentados eram acompanhados pela PSP ao Hospital.

Uns dias depois chegou ao Hospital uma ordem judicial, prevenindo que se tivessem sido recolhidas amostras à acidentada em causa, isso constituiria um abuso de autoridade e seria tratado legalmente com tal. 

Correu na altura uma versão de que a PSP teria ficado desconfortável com a actuação da Policia Judiciária neste caso, mas não temos confirmação. 

Uns tempos mais tarde, a “Mizé”, como os amigos a tratam (fonte: Expresso), terá saído do comando do processo(alguns rumores dizem que terá sido afastada), sendo substituída pela Procuradora Cândida Almeida. 
 
Como foi revelado, pelo diretor de comunicação do FC Porto, se o Benfica é avisado por um funcionário judicial qualquer, que acumula também outras funções ligadas ao futebol, de uma simples notificação que Rui Vitória iria receber, podemos perguntar: 

– Será que houve encobrimento e sonegação de prova, para limitar o alcance do Apito Dourado? 

– Terá Maria José Morgado agido idoneamente(queremos acreditar que sim)? 

– Terá sido Saldanha Sanches a passar as escutas ao seu amigo, Luis Filipe Vieira? 

– O que teria Carolina Salgado no sangue e/ou urina, para tanto alarido para esconder as análises?! 

 – Terá o livro “Eu, Carolina” sido alterado de forma a facilitar a abertura do processo? 

Não sabemos. O que sabemos é que não queremos que os erros que possam, ou não, ter sido cometidos neste processo, não se repitam no caso dos e-mails, o #BenficaGate. Aliás, parece que já estão a começar os “erros”… impedimento de buscas e permitir a fuga/destruição de provas, para mim, cabe no saco da cumplicidade.. Percebeu Sr. Dr. Juiz Jorge Marques Antunes?! 
 
Iremos ver atentamente onde isto irá parar.